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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

SLAYER - REIGN IN BLOOD (1986)



Post atendendo a vários pedidos de diferentes pessoas por um resumo sobre o Slayer

Reign in Blood é o terceiro álbum de estúdio da banda norte-americana Slayer. O álbum foi lançado oficialmente no dia 7 de outubro de 1986, produzido pelo mundialmente conhecido produtor Rick Rubin, sob o selo Def Jam, sendo as gravações realizadas em Los Angeles.

Em 1985, o Slayer experimentava os primeiros sabores do sucesso. Lançado naquele ano, seu segundo álbum de estúdio, Hell Awaits, teve muito boa repercussão entre críticos e, especialmente, entre fãs. Leitores da revista britânica Metal Force elegeram Hell Awaits como melhor álbum do ano e Dave Lombardo, o melhor baterista de 1985.

Aproveitando esse bom momento, o executivo do Slayer, Brian Slagel, achou que fosse o momento da banda dar um passo à frente a caminho do sucesso. Slagel começou a buscar um novo selo para gravação e lançamento do terceiro trabalho do grupo.

Slagel negociou com muitos selos, incluindo o Def Jam, que pertencia a Rick Rubin e Russel Simmons. O selo era mais caracterizado e voltado a um público Hip Hop, o que deixava Slagel receoso.

Entretanto, o baterista Dave Lombardo fez contato com conhecidos da Columbia Records, que era a distribuidora atrelada a Def Jam, para conseguir que Rubin aparecesse a um show do Slayer. Rubin acabou indo ao show com Glen Friedman, que conhecia o vocalista Tom Araya, o qual havia participado como convidado do álbum homônimo à banda Suicidal Tendencies (do mesmo grupo), para o qual Friedman também contribuiu.

Rubin ficou impressionado com a atuação do grupo e, mesmo com Slagel na Europa, reuniu-se com a banda e os convenceu a assinar com sua gravadora.

Rubin, então, assumiu a produção do novo álbum em parceria com a banda. Foi a primeira vez que o produtor trabalharia com uma banda de Heavy Metal e sua percepção fez com que a sonoridade do grupo mudasse significativamente em relação aos dois trabalhos lançados anteriormente.

Em comparação com o álbum anterior Hell Awaits, o novo trabalho teria canções muito mais curtas e diretas, em contraste com as canções mais longas do trabalho prévio. Outra mudança característica seria a produção, muito mais limpa. Também a temática das canções seriam uma nova alteração apresentada em Reign in Blood.

Hanneman e King disseram que a banda, na época da gravação, estava ouvindo muito Metallica e Megadeth e resolveram fazer composições na contramão das duas bandas: canções consideravelmente menores e diretas, revelando boa parte da influência Hardcore do grupo. O tempo total do álbum é de 29 minutos, e quando Rick Rubin avisou ao Slayer sobre este fato, a resposta do grupo foi “So What?”.

Slayer:


Larry Carroll foi o artista responsável pela concepção da arte da capa do álbum. Como será descrito à frente, esta causaria alguns problemas de atraso no lançamento do disco.

Liricamente, o álbum apresenta uma mudança significativa para o Slayer. A banda abandonou a temática satanista das músicas de seus primeiros trabalhos, sendo deixada de lado em Reign in Blood. Neste trabalho, a banda apostou em canções que mostravam temas reais, mundanos, apresentados de forma cruel, mas absolutamente reais. Esta temática realística ajustada a uma sonoridade absolutamente técnica e brutal, fazem de Reign in Blood uma obra única.

Musicalmente, não há o que se discutir Reign in Blood. O álbum é bastante curto, o que permite sentir o impacto de um lançamento absolutamente violento e brutal. O álbum definiu novos parâmetros para o estilo Thrash Metal, pois aposta em uma musicalidade extremamente veloz e ao mesmo tempo incrivelmente pesada. Tudo isso feito com uma técnica muito refinada.

Difícil destacar uma faixa isoladamente, pois o trabalho é bastante uniforme. Pessoalmente, as faixas “Altar of Sacrifice” e “Criminally Insane” estão entre as preferidas no álbum, ao lado das duas que se transformaram em verdadeiros hinos do estilo.

ANGEL OF DEATH

Angel Of Death é a faixa de abertura de Reign in Blood, tornando-se um dos mais conhecidos trabalhos da banda, um verdadeiro hino do estilo Thrash Metal.

Jeff Hanneman compôs as letras de Angel Of Death após ler alguns livros sobre a história de Joseph Mengele, famoso nazista que realizou diversas experiências com seres humanos no campo de concentração de Auschwitz. A canção detalha algumas das “experiências” que esse sujeito realizou.

O conteúdo lírico de Angel Of Death causou polêmica e acusações de que o Slayer seria uma banda nazista. Hanneman atestou em diferentes entrevistas que a música trata dos livros que ele havia lido sobre Mengele e que era desnecessário que o tratasse como um “monstro” na música, pois isto já era de conhecimento de todos. Já Kerry King atesta a canção como se fosse um documentário.

Aliada à acusação de nazistas, veio a de que os membros da banda seriam também racistas. Ambas acusações foram rejeitadas pelo grupo através das quase três décadas que já se passaram após o lançamento do álbum. Ainda pesam, contra todas as acusações, os fatos de Rick Rubin, produtor da canção, ter origem judia; Tom Araya ser chileno e o baterista Dave Lombardo ser cubano.

A música é a mais longa do álbum e sua estrutura de riffs, a atuação soberba de Araya nos vocais e uma performance quase perfeita de Lombardo na bateria tornaram Angel Of Death uma das mais clássicas faixas da história do Heavy Metal.

É presença praticamente obrigatória nas apresentações da banda e tem algumas versões feitas por outras bandas. Aparece em filmes como Gremlins II e Jackass, além de alguns games.



RAINING BLOOD

Os efeitos de uma tempestade que abrem a última canção do álbum, Raining Blood, anunciam outro dos grandes clássicos da história do Heavy Metal. Riffs matadores e um vocal absolutamente perfeito de Araya são alguns dos destaques da canção.

Composta por Hanneman e King, Raining Blood descreve uma alma que está no purgatório e, revoltada com isso, parte em vingança contra o céu.

Raining Blood foi um dos singles do álbum, mas não conseguiu entrar nas paradas desta natureza. Entretanto, trata-se de uma das mais importantes composições da história da música Heavy Metal.

Bandas como Vader e Malevolent Creation, entre outros, fizeram versões para o clássico. Até a cantora Tori Amos (acredite) fez uma versão da música. Kerry King disse que demorou mais ou menos um minuto e meio da versão para reconhecer que se tratava da canção de sua banda.

Hanneman e King atestam que Raining Blood é a canção preferida deles nos shows da banda, tratando-se uma presença quase obrigatória ao lado de Angel Of Death.

Está presente em games como GTA e Guitar Hero III, além de aparecer em um episódio do seriado de animação South Park (Die Hippie, Die).



OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Apesar da quase ausência de divulgação pelas rádios, Reign In Blood conseguiu atingir a 94ª posição na parada norte-americana de álbuns, conseguindo ainda a 47ª posição da parada britânica.

Devido ao conteúdo lírico do trabalho e da arte da capa, a Columbia Records se negou a fazer a distribuição de Reign in Blood na época, o que atrasou seu lançamento em alguns meses. A Geffen Records foi quem acabou fazendo a distribuição, embora o disco jamais tenha constado em seu catálogo.

Reign in Blood foi extremamente bem recebido tanto pelos fãs quanto pela crítica especializada. Até hoje é tido como um dos mais importantes trabalhos dentro do Heavy Metal. A famosa revista Kerrang! Cita o álbum como o “mais pesado” de todos os tempos, colocando-o como o 27º melhor álbum de Heavy Metal. Já a revista Metal Hammer o elegeu, na época, como o melhor álbum dos últimos vinte anos.

Durante a turnê de divulgação do trabalho, em 1987, o baterista Dave Lombardo deixou a banda, alegando que não conseguia mais viver daquilo, pois não estava ganhando dinheiro com a banda. Após ofertas de um salário por parte de Rick Rubin, apelo dos fãs, entre outros, Lombardo retornaria ao grupo atendendo um pedido de sua esposa, ainda no final de 1987. Tony Scaglione, da banda Whiplash, foi o baterista que ajudou o Slayer a continuar sua turnê.

Dave Lombardo:


Em 2004, a banda executou o álbum na íntegra em uma turnê chamada Still Reigning, que deu origem a um DVD homônimo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Reign in Blood é um dos grandes marcos do Heavy Metal. Uma pequena busca na internet e o leitor do blog vai encontrar inúmeras citações de vários músicos diferentes sobre a obra-prima do Slayer.

Tanto Jeff Hanneman quanto Tom Araya já afirmaram que Reign in Blood foi o ápice da banda, um ponto de inspiração que não é possível de se alcançar novamente. Para Araya, Christ Illusion, álbum de 2006, foi o que chegou mais próximo.

Reign in Blood definiu novos parâmetros para o estilo Thrash Metal, influenciando um sem número de bandas dentro do estilo. Talvez, mais importante que isso, foi o álbum que influenciou bandas como Death e Possessed, auxiliando a definir parâmetros para o nascente estilo Death Metal. Um álbum para a história da música.

Formação:
Tom Araya – baixo, vocal
Jeff Hanneman – guitarra
Kerry King – guitarra, backing vocals
Dave Lombardo – bateria

Faixas:
01. Angel of Death (Hanneman) - 4:51
02. Piece by Piece (King) - 2:03
03. Necrophobic (Hanneman/King) - 1:40
04. Altar of Sacrifice (Hanneman/King) - 2:50
05. Jesus Saves (Hanneman/King) - 2:54
06. Criminally Insane (Hanneman/King) - 2:23
07. Reborn (Hanneman/King) - 2:12
08. Epidemic (Hanneman/King) - 2:23
09. Postmortem (Hanneman) - 3:27
10. Raining Blood (Hanneman/King) - 4:17

Letras:
Para conteúdo das letras, recomenda-se o acesso a: http://letras.terra.com.br/slayer/

Mais vídeos:

Altar of Sacrifice:


Criminally Insane:


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